Resenha: O Tarot de Marselha, de Carlos Godo
Recentemente, comprei a edição de Carlos Godo do Tarot de Marselha (você pode adquiri-lo na Amazon e apoiar esse blog por meio desse link de associado), que acompanha o baralho com 78 cartas e um livro. Fiz a aquisição para usá-lo de acompanhamento nos estudos com o livro O Caminho do Tarot, sobre o qual já escrevi aqui antes.
O livro tem 144 páginas, sendo um breve guia introdutório de Tarot. Inicia traçando uma linha cronológica a fim de esclarecer a origem e a história do conjunto, discorre um pouco sobre o seu conceito geral e seus níveis de profundidade (aqui assinalados como físico, mental e espiritual), relações de sentido com figuras geométricas e cores, a simbologia de cada naipe e a interpretação da direção/posição das figuras.
Ao começar a falar sobre os Arcanos Maiores, organiza neles um trio de aspectos da alma: Alma do Desejo (I a VII), Alma da Vontade (VIII a XIIII) e Alma da Razão (XV a XXI). Cada carta é apresentada com sua imagem em uma página e um texto explicativo (seguido ou não de textos complementares), seus detalhes importantes, intepretação e observações (caso existam) em outra(s). Aqui, o aparecimento da carta em posição invertida pode tornar o significado negativo, em oposição ao sugerido no livro O Caminho do Tarot, que chama a atenção para o fato de que todas as cartas carregam em si, indispensavelmente, aspectos positivos e negativos.
A apresentação é bastante simples e sintética, cumprindo bem sua função de introduzir o leitor ao conhecimento simbólico das cartas.
Em se tratando dos Arcanos Menores, é retomada a preocupação com o simbolismo das cores, são apresentados brevemente os naipes, as figuras (cartas da corte) e os números.
A seção seguinte é dedicada à leitura do Tarot: embaralhamento, formulação da pergunta e diferentes modalidades de leitura, com três, cinco, sete, dez ou doze cartas.
As três últimas passagens abordam o caráter ocultista das cartas, o esoterismo do Tarot e as considerações finais, com recomendações. Por fim, o posfácio exalta a diversidade artística, mitológica, arquetípica, religiosa e política do jogo e dá sugestões que tencionam aumentar a familiaridade com ele.
Essa edição do baralho tem um tamanho relativamente grande, 8x13 cm, o que facilita a visualização dos detalhes de cada carta, bastante interessantes e pertinentes em um aprofundamento.
Considerei o conjunto e suas instruções, pelo caráter tradicional e simplicidade, ideais para quem pretende se lançar pela primeira vez no aprendizado do oráculo.
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